Ah! quem me dera que foras como meu irmäo, que mamou aos seios de minha mäe!
Quando te encontrasse lá fora, beijar-te-ia, e näo me desprezariam!
Quando te encontrasse lá fora, beijar-te-ia, e näo me desprezariam!
Levar-te-ia e te introduziria na casa de minha mäe, e tu me ensinarias; eu te daria a beber do vinho aromático e do mosto das minhas romäs.
A sua mäo esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abrace.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que näo acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.
Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? Debaixo da macieira te despertei, ali esteve tua mäe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz.
Pöe-me como selo sobre o teu coraçäo, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas säo brasas de fogo, com veementes labaredas.
As muitas águas näo podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam.
Marilene Batista
Marilene Batista